quinta-feira, 12 de julho de 2012

Tanabata Matsuri - それが今日だ!:)*

   Tanabata Matsuri ("Festival do Tanabata") ou simplesmente Tanabata (do japonês jukujikun, em uma das possíveis traduções significando "Sétima Noite") é uma comemoração de origem japonesa (contudo não comemorada apenas no Japão) que ocorre na sétima noite do sétimo mês do calendário ano - ou calendário lunar.

Festival de Tanabata em Haratsuka, Japão. 
    O festival consiste não só numa comemoração, mas também na noite em que as pessoas oferecem seus pedidos aos deuses que deram origem a essa data.



A Lenda de Tanabata

    Há muito tempo, vivia próximo á Via-Láctea uma bela princesa chamada Orihime (a "Princesa Tecelã"), que confeccionava a mais perfeita seda da qual se tinha notícia. Um dia, seu pai (Tentei, o "Senhor Celestial") apresentou-lhe um jovem e belo rapaz chamado Kengyu (o "Pastor do Gado"), crendo que este seria o par ideal para a filha.
   Irrevogável, intensa e fulminantemente ([n.e.:] exagerada eu, né? e---e), os dois se apaixonaram, deixando de lado todos os seus deveres e obrigações diárias. Isso fez com que o pai de Orihime tomasse medidas drásticas diante a irresponsabilidade do casal: ele decidiu separá-los, obrigando-os a morar em lados opostos da Via-Láctea.


   Vendo o sofrimento que a separação trouxe para Orihime, Tentei resolveu permitir que o casal se encontrasse, porém apenas uma vez por ano, no sétimo dia do sétimo mês do calendário lunar, desde que cumprissem sua ordem de, nessa data, atender todos os desejos vindos da Terra. 


   Outras versões da lenda, dizem que o atributo de atender aos pedidos vindos da Terra nessa data seja uma forma de agradecimento de Orihime e Kengyu pelo encontro anual concebido e não uma ordem do pai de Orihime a ser cumprida, e ainda, que Orihime teria conhecido Kengyu enquanto fazia um de seus passeios diários pelo reino - ordens de seu pai, que queria que ela se distraísse um pouco ao invés de passar todo o tempo trabalhando tecendo seda. 


   Na mitologia japonesa, este casal é representado por duas estrelas (Vega como Orihime Altair como Kengyu) que, situadas em lados opostos da galáxia, realmente só são vistas juntas uma vez por ano - no dia 7 de julho, Festival de Tanabata. Estima-se que a lenda tenha sido criada quatro mil anos atrás. 
   

A Comemoração

   O festival teve início há aproximadamente 1.150 anos na Corte Imperial japonesa, onde em 1603, tornou-se feriado nacional no território nipônico.
   No Japão, atualmente, o Tanabata é uma das maiores festas populares, sendo realizada em diversas cidades - muitas vezes em agosto, aproveitando as férias veraneias das escolas japonesas, como é o exemplo de Miyagi (península e província japonesa localizada na região de Tohoku), que possui o festival de Tanabata mais tradicional da região. Veja algumas imagens da cidade de Fikinagashi, em Sendai:






Tanabata no Brasil
(Liberdade)

No Brasil, o festival foi realizado pela primeira vez em 1978,
na cidade de Assaí, no Estado do Paraná.

   Na cidade de São Paulo, o Tanabata Matsuri é realizado desde 1979 na Praça da Liberdade, onde é chamado de Festival das Estrelas. Essa comemoração inclui as ruas, como também a própria praça, decoradas ornamentalmente com grandes ramos de bambu; nestes, os pedidos escritos em pequenos pedaços de papel colorido (tanzaku ou irogami), são amarrados ou pendurados e ainda são realizados shows de diversos cantores e apresentações com tambores Taikô e danças folclóricas. 


NOTA: Como há a diferença de fuso entre Brasil e Japão, o meio-dia (do dia 7) daqui é o fim da comemoração no país nipônico e o meio-dia do dia 8 de julho do Japão é o final da comemoração aqui no Brasil (meia-noite do dia 7), com a diferença do Japão estar 12 horas exatas à frente do fuso horário brasileiro.




Esse evento é a principal comemoração anual
do bairro e está incluída no Calendário 
Turístico do Estado e do município 
de São Paulo.





A forma tradicional de fazer pedidos no Dia de Tanabata 
é escrevê-los em pequenos papéis coloridos
e pendurá-los nas árvores de 
bambu (chamadas
sassadake).





Apresentações com tambores Taikô
e danças folclóricas são
muito comuns em 
Tanabata.


Esses são os papéis distribuídos no Tanabata para que as pessoas escrevam
seus pedidos e pendurem nas árvores.




A exibição de lanternas também é um atrativo (e dos grandes) no Festival Tanabata.

Tanabata no Brasil
(Ribeirão Preto)

Os preparativos para Tanabata começam
semanas antes do festival e resultam 
numa bela decoração e 
em um ótimo
evento.


   Por fatores como a grande concentração de descendentes e imigrantes japoneses na região e pela influência e atração que a cultura japonesa possuía e poderia incrementar à cidade, desde 1994, o festival de  Tanabata entrou oficialmente para o calendário de eventos da cidade.
   Em Ribeirão Preto, a comemoração é realizada no Parque Municipal Morro do São Bento, incluindo atrações como: danças folclóricas, músicas típicas (da cultura oriental japonesa, lógico), apresentações que englobam artes marciais (karatê, aikido, etc..), uso de tambores tipo Taikô, áreas específicas para karaokê, artes plásticas como pintura e origami, confecção de arranjos florais (chamados Ikebana) e, entre diversas outra coisas, o cultivo de Bonsais (árvores em miniatura). E o mais importante: a entrada é gratuita(!) e o evento tem a duração de três dias, sendo aberto ao público em todos eles.






O origami e as artes plásticas, dentre a 
venda de vários artigos decorados
ganham muito crédito nesses
festivais.




Grupo Taiko Yukio Yamshita em apresentação
de dança com tambores.

Grupo Yasakoi Soran em Ribeirão Preto, 2007.


Apresentações de diversos grupos
de dança, luta e canto são
sempre bem-vindos!
Ensaio para apresentação (no mesmo palco
em que o espetáculo geralmente é apresentado).



Apresentação de dança folclórica em Ribeirão Preto.






Os preparativos antecipados ao dia da comemoração
incluem a confecção das 'lanternas japonesas',
a ornamentação com bambus e placas 
que orientam ou dizem algo 
a respeito do dia
de Tanabata.









A Música do Dia de Tanabata

   Há uma música ensinada para as crianças japonesas desde o primário e que (religiosamente) é cantada na noite do festival para que seus pedidos sejam atendidos. Ela é mais ou menos assim:


Sasa no ha sara-sara
As folhas de bambu, murmuram, murmuram,
Nokiba ni yureru
balançam as pontas.
Ohoshi-sama kira-kira
As estrelas brilham, brilham,
Kin Gin sunago
grãos de areia de ouro e prata.
letra e tradução via: wikipedia.org/wiki/Tanabata





Notas finais:
Título --> Tanabata Matsuri - *É hoje! :)

Não pude postar no dia 07/07, a internet se recusava a trabalhar e_e
Mil desculpas por isso, 
mas mesmo assim Feliz Tanabata (super atrasado) para todos
e que seus desejos sejam atendidos! \o/

Kissus, bai o/





domingo, 10 de junho de 2012

Shimejis (*--*)

   Para quem não sabe o que é um shimeji ou que já ouviu falar sobre mas nunca chegou a ver, shimeji é uma espécie de mascote virtual criado para ser utilizado em computadores com Windows, que pode andar, escalar, correr, se multiplicar e pular, dentre muitas outras coisinhas... Eles interagem na área de trabalho e em qualquer janela que você estiver utilizando na maioria das vezes (afinal, existem vários tipos - desde os que não fazem nada aos que "pintam e bordam" com seu PC).

Alguns shimejis que tenho aqui: Ichigo (lá em cima e escalando o desktop, e da esquerda p/ direita (em baixo) Rukia, Itachi e Cloud. *--*

   Mas cuidado! Se você colocar uma grande quantidade de shimejis (ou até um só) ao mesmo tempo na tela, o computador pode ficar um pouco (ou BASTANTE) lento, executando tarefas com certa dificuldade. E o mais importante: se você necessita se afastar por um longo período de tempo ou não tem a certeza de quanto vai durar sua saída de perto do computador, retire TODOS os shimejis da tela. Nada muito alarmante, mas os shimejis se multiplicam muito rapidamente (às vezes depende do personagem, mas são poucos os casos...) e em grande número, além de travar seu PC, farão com que você necessite reiniciar a máquina.  Não acontece sempre, mas é bom ter cuidado.


   Leia sobre os controles abaixo:

   No caso de multiplicação múltipla (xD) dos shimejis, removê-los é fácil (lógico: se seu PC não travar antes). Observe:


  • Cada vez que um shimeji é acionado, um quadradinho referente à ele aparece no canto inferior da tela próximo ao relógio.


  • Clicando nesses quadradinhos com o botão esquerdo do mouse, você fará com que uma cópia do shimeji correspondente caia no seu desktop (Imagem 1), e com o botão esquerdo com que um pequeno menu de opções (às vezes em inglês) apareça sobre o quadradinho (Imagem 2).


 

De acordo com a imagem 2, dá pra ter uma ideia do que esse pequeno menu é capaz. Aqui vai a legenda (correspondente ao personagem que você escolher - exemplo, se você abrir o menu do Itachi, só o Itachi seguirá os comandos e por aí vai...):


1. Faz aparecer um novo shimeji;
2. Faz o(s) shimeji(s) seguir(em) o mouse;
3. Faz com que todos os clones gerados desapareçam, 
restando apenas um shimeji daquele tipo;
4. No caso de uma janela sua ser empurrada por aquele shimeji,
esse botão trará a janela de volta. (Aqui geralmente acontece 
com o shimeji do Gin e__e)
5. Este serve para fechar o programa, ou seja, 'fechar' o shimeji 
e retirar todos os correspondentes da tela.


Agora, aqui vai um tutorial de como BAIXAR, INSTALAR e EXECUTAR um shimeji.

   Primeiro, vá em um site de busca (Google, Yahoo!, etc) e procure "Baixar Shimeji Personagem Fulano de Tal" por exemplo. Quando encontrar um link, certifique-se de que a página é confiável e que não há risco de  adquirir vírus ao baixar o shimeji ou, escaneie o arquivo antes de executar. Depois, abra o link e procure onde baixar na página. 
   Após ter baixado o arquivo e escaneado, etc., vá até a pasta onde o arquivo está salvo e abra o documento. Depois você encontrará isto: 



   Feche a pequena caixa que aparecer (como a da imagem) e clique na pasta mostrada a seguir caso esta já não esteja aberta.



   Em seguida clique na opção que conter a terminação -.exe e seu shimeji aparecerá na tela. 



   Nesse caso o shimeji é do L e do Kira ao mesmo tempo. Eles não andam ou escalam a tela nem aparecem em todas as janelas (além de serem maiores), ficam apenas onde você os colocar diferente dos outros shimejis mostrados anteriormente, afinal, existem vários tipos com funções diferentes. Você pode alterar o personagem de acordo como mostra a imagem 2. 





  

   Claro, claro... é mais legal baixar os shimejis que interagem com você (ou melhor, com seu computador), mas isso é só um exemplo, está bem? e__e

   Se quiser baixar esse shimeji o link está aqui: http://www.mediafire.com/?utw6yw0h0481mr0

   
   Pra terminar, fiquem com as gracinhas do Ichigo e do Itachi 
(fica com sharingan quando você balança ele ^^) 
e com mais shimejis.
 Kissus, bai, e espero que tenham gostado!! ;**
Qualquer dúvida comentem e se gostaram 
favoritem ;D





o/

Mile-chan  =DD


domingo, 20 de novembro de 2011

Gueixas - Parte 3

    As gueixas modernas ainda vivem em okiyas - em áreas chamadas hanamachi (do japonês: 花街 "cidades de flor") - durante sua formação e aprendizagem, de forma particular.
   As gueixas mais prósperas escolhem viver independentemente. Já as mulheres mais jovens que desejam se tornar gueixas, geralmente começam sua formação após a conclusão do ensino fundamental ou do ensino médio. Algumas mulheres também começam sua carreira na idade adulta.
   Algumas coisas em que as gueixas modernas ainda hoje se empenham são:

  • no estudo de instrumentos tradicionais (shamisen, shakuhachi - flauta de bambu -, e tambores);
  • nas canções tradicionais;
  • nas danças tradicionais japonesas;
  • na cerimônia do chá;
  • na literatura;
  • na poesia, etc.
   Com a ajuda de um proprietário e/ou observando outra gueixa, uma aprendiz também "se torna habilidosa nas complexas tradições ao redor, selecionando e usando quimono, na relação com os clientes" - nas casas de chá, em outros locais de trabalho, etc.
   "Quioto é considerado, por muitos, o lugar onde a tradição de gueixa é a mais forte hoje em dia, inclusive Gion Kobu. A gueixa nesses distritos é conhecida como geiko. O Tóquio hanamachi de Shimbashi, Asakusa e Kagurazaka também é bem conhecido."
   Estima-se que 80.000 gueixas circulavam no Japão nos anos 1920, porém hoje, esse número é bem menor. Não se sabe ao certo a quantidade exata, para nós estrangeiros é bem mais difícil calcular o número de gueixas atualmente no país. É uma média de 1000 a 2000, aproximadamente.
   Gueixas muitas vezes são contratadas para assistir à reuniões ou festas. Tradicionalmente trabalham em casas de chá (茶屋, ochaya) ou em restaurantes japoneses (ryōtei). 




   Muitas vezes as gueixas são confundidas com as oirans (cortesãs de alta-classe). Ambas usam penteados complicados e maquiagem branca, mas, ao contrário da gueixa, a oiran amarra o obi de seu quimono na frente, enquanto as gueixas amarram tradicionalmente atrás. Outro aspecto, porém não muito específico, é que as oirans utilizam mais maquiagem vermelha que as gueixas. 
   No Período Edo, as oirans possuíam licença para a prostituição, espalhando-se por vários locais. Elas se vendiam para soldados americanos dizendo ser gueixas, sendo chamadas de geesha devido a uma má pronúncia da palavra "gueixa" e logo levando uma má fama em relação as gueixas - que, desde esse período,  não tem permissão para ter relações sexuais com seus clientes - para os Estados Unidos.
   


   Espera-se que uma gueixa seja uma mulher solteira, e, se for casada, deve separar-se do marido para exercer a profissão. 

   "Foi tradicional no passado de gueixa tomar um danna, ou o patrono. Um danna era tipicamente um homem rico, às vezes casado, que tinha meios de apoiar as despesas muito grandes relacionadas à formação tradicional de uma gueixa e outros custos. Isto às vezes ocorre hoje em dia também, mas muito raramente.
   Uma gueixa e o seu danna podem ou não estarem apaixonados, mas a intimidade nunca é tida como uma recompensa do suporte financeiro do danna. As convenções tradicionais e os valores dentro de tal relação são muito intricados e não bem entendidos, até por muitos japoneses.
   Enquanto é verdadeiro que uma gueixa não pode ser paga por ter relações pessoais com homens que ela encontra pelo seu trabalho, tais relações são cuidadosamente escolhidas e improvavelmente são casuais. Um hanamachi tende a ser uma comunidade muito unida e a boa reputação de uma gueixa não é tomada facilmente."


                                       Acima, Gion - destrito geiko (hanamachi) de Quioto, Japão. 


   Pessoas, aqui encerra-se a matérias sobre Gueixas do Kawaii Nippon. Espero que tenham gostado e que continuem acompanhando as postagens. T-T

Bjus, Sarabadá o/

Mile-Chan ~Shiíri Hanasura

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Gueixas - Parte 2


   Na última postagem eu disse que especialmente no Japão, existem artistas chamadas Gueixas; porém, esqueci de dizer algo importante: dependendo da parte do mundo oriental em que você se situa, uma gueixa pode ser tanto uma artista (Japão), como uma prostituta (na China a tradução de "gueixa" é "yi ji" que soa como "ji", referente às prostitutas). Tudo depende da interpretação do povo da região.
   Uma das principais diferenças entre Gueixas e Orians é o modo como usam a peça de roupa Obi, sendo que nas gueixas ele é trajado nas costas e nas orians, na frente. O traje de uma gueixa é composto por "várias camadas de quimono e roupa interior, enquanto que o Obi é mais do que um simples cinturão de tecido", por isso uma gueixa pode demorar mais de uma hora para se vestir - mesmo com a ajuda profissional de um vestidor.

    As gueixas aprendizes (maikos), que numa tradução dos dois kanjis - 舞 (mai) e 妓 (ko) - significa "criança dançarina", são o estereótipo das gueixas para os ocidentais. A imagem mostra uma maiko andando perto do local onde trabalha, em Gion Kobu - Quioto.
   Em Tóquio, o período de formação de uma maiko dura de seis meses à um ano até se tornarem uma gueixa completa, tempo inferior ao das maikos de Quioto.

Curiosidade : Significado da palavra "Gueixa"

   Gueixa é um nome próprio e consiste em dois kanjis: 芸 (gei) e 者 (sha); o primeiro significa "arte" e o segundo "pessoa" ou até mesmo "praticante".
   Então deduzimos que uma Gueixa é a pessoa que faz arte. Numa tradução literal (para o Português), gueixa significa "artista".


Formação de uma Gueixa
   
   Tradicionalmente, garotas começam a se preparar para ser gueixas quando são jovens. Logo não é estranho que elas sejam vendidas para Okiyas (Casas de Gueixas) para iniciar sua preparação no local (prática pouco comum em nos distritos de melhor reputação. 
   As maikos, muitas vezes, são sucessoras de suas mães - que também eram gueixas. Uma maiko é então uma atatori, que significa herdeiro. Elas passam por estágios para serem - realmente - gueixas e inclusive recebem outra classificação e até mesmo outro nome. 
   No primeiro estágio, o shikomi, as maikos são colocadas à serviço doméstico assim que chegam à Okiya, realizando esses serviços tal como as criadas. Propositalmente o trabalho é difícil para forçar a transformação das moças à nova casa e à nova vida que às aguarda. Neste estágio, a shikomi frenquentaria as aulas em uma escola de gueixas da sua zona (hanamachi 花街, que significa "cidades de flor"). A shikomi mais nova tinha como dever esperar a Gueixa mais velha "enquanto esta não regressasse de seus compromissos, muitas vezes para além das duas e três da madrugada". Nos dias atuais, este estágio persiste em acostumar as moças ao dialecto tradicional, tradições e  vestuário dos karyūkai.
   Quando a proeficiência artística da aprendiz for verificada, ela passa pela etapa final do estágio perante um difícil teste de dança. Depois disso, a iniciante passa para o segundo estágio, o minarai. Neste nível a moça é dispensada dos deveres domésticos para exercitar a formação anterior (já fora de casa e da escola) seguindo os exemplos de uma gueixa mais experiente, chamada pelas minarais de Onee-San ("irmã mais velha"), cuja ligação simbólica é celebrada através de um ritual. As minarais participam de ozashiki (banquetes em que os convidados acompanham as gueixas), elas não participam de festas de nível avançado ou em que sua Onee-San esteja presente. Seus quimonos são mais elaborados que os das maikos e as miranais já podem ser contratadas pra trabalharem em casas de chá (camadas de 'miranai-jaya'). As técnicas desenvolvidas neste estágio de formação não são ensinadas na escola, já que os níveis de conversação e brincadeiras só são desenvolvidos através da prática. Este estágio dura, em média, apenas um mês. 




   Demorei muito para postar a segunda parte do artigo sobre Gueixas, não precisa lembrar. É uma parte um pouco extensa, então precisei ler mais um pouco =x Espero que tenham gostado. A próxima parte fala sobre as gueixas modernas, as orians e as relações pessoais das gueixas.
   Bjus, Sarabadá!! o/


Mile-Chan (Segunda-Feira 18/07)

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Gueixas

 

    Especialmente no Japão, existem mulheres que treinam a arte milenar da sedução, do canto e da dança. Essas mulheres são chamadas de Gueixas ou Gueigis e elas se caracterizam de forma distinta pelos trajes e maquiagens.
    Ao contrário da crença popular de algumas regiões, as Gueixas não são prostitutas - as prostitutas são chamadas de Orians. Gueixas encantam os homens e podem até chegar a flertar, mas seus clientes sabem que não passará disso. Para uma mulher ser considerada uma Gueixa legítima, são necessários anos de treinamento; uma Gueixa aprendiz, é chamada de Maiko.
    O elegante e delicado mundo das Gueixas é chamado de karyūkai (柳界 "a flor e mundo de salgueiro"); a Gueixa Mineko Iwasaki explica que uma "gueixa é como uma flor, bela em seu próprio estilo, e como um salgueiro, graciosa, flexível, e forte." 


     Na primeira imagem, vemos duas Maikos; e na segunda imagem está a gueixa Mineko Iwasaki.                                                      
     
     Logo mais postarei sobre a vida e a preparação das Gueixas para exercer essa profissão. É meu primeiro blog, eu não sei bem por onde começar a escrever. O próximo artigo ficará pronto assim que possível e eu pretendo postá-lo em mais dois tempos, totalizando três partes.
    Me esforçarei ao máximo para não deixar artigos incompletos e com pedaços faltando. 
    Bjus, Sarabadá!! o/


Mile-Chan (Sexta-Feira 17/06)








 
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